Ela insiste na idéia frustrada de ser a fênix, para ressurgir das cinzas. Não tem jeito. Para sempre permanecerá queimada, já que não lhe foi dado o poder de regeneração. E talvez nem de novo nascendo. Ela lembra dos momentos turbulentos e finge que nada se passou, enquanto que eu calcifiquei a idéia de que não preciso de nova tuburlência e tormenta. A calmaria se restituiu, e atar os laços já desfeitos, seria invocar a tempestade, abrir as portas para deixar que a minha almejada tranquilidade vá-se embora, sem esperança de retorno. Trazer-te para minha vida novamente seria meu suicídio planejado, uma loucura sem perdão. É por isso que cuido da distância. Quero-te o mais longe possível de mim. Se longe, mais longe ainda. Neste caso, quilômetros a mais são sinônimo de prosperidade. Vida longa então.
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